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Titica, a Rainha do Kuduro no festival de rock no Brasil

A cantora angolana Titica debutou no Rock in Rio com uma apresentação eletrizante na última sexta-feira, mostrando que o seu rebolado africano é tão poderoso quanto o gingado brasileiro.
Em entrevista à Lusa, Titica falou sobre a experiência de participar do festival, que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro.
“Para mim foi prazeroso dividir o palco com grandes músicos, com os grandes artistas do mundo. A experiência que tive [no Rock in Rio], a aprendizagem, o intercâmbio entre Brasil e Angola [referindo-se à parceria com a banda brasileira Baiana System] foi maravilhosa”, disse.
Achei o público daqui muito parecido com o angolano, muito acolhedor, muito carinhoso”, acrescentou.
Sobre o show, Titica explicou que apesar de não conhecer o Baiana System antes do convite para participar deste festival ela percebeu que este grupo brasileiro partilham referências sonoras semelhantes.
“Temos muita coisa em comum, para começar os ritmos dos nossos países são similares. Temos o semba em Angola e eles têm o samba [no Brasil]. Poderíamos ter misturado semba e samba, mas acabamos fazendo um Kuduro com o samba”, contou.
Russo Passapusso, vocalista do Baiana System, explicou que descobriu o trabalho de Titica pesquisando sobre o ritmo Kuduro.
“Eu ouvi uma musica de Titica chamada ‘Olha o Boneco’. Depois disto ela virou minha diva. Tentei trazê-la para o Carnaval, mas não deu certo. Depois surgiu esta oportunidade de escolhermos alguém para tocar connosco no Rock in Rio e de cara pensamos nela”, destacou.
Reconhecida como a primeira cantora transexual a fazer sucesso em Angola, Titica também contou à Lusa que apesar do reconhecimento que alcançou ainda teme que sua carreira seja prejudicada por sua sexualidade.
“Já fui apedrejada e agredida por causa da minha opção sexual em Angola. Os mesmos que fizeram isto acabaram por ficar meus fãs” disse.
“Eu tenho muito medo que minha opção sexual afete minha carreira. De certa forma isto já afeta. Eu luto arduamente e tento não associar minha arte com a minha sexualidade. Em Angola muitas vezes as pessoas já se esqueceram que fui homem”, concluiu.

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