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Morreu Adam West, o "Batman" da TV, aos 88 anos

Adam West, conhecido sobretudo por ter protagonizado a série televisiva "Batman", nos anos 1960, morreu na passada sexta-feira em Los Angeles.

"Pow! Bap! Kapow!". A dose generosa de onomatopeias dá bem conta das peripécias mirabolantes que vincavam a série do herói de Gotham City dos anos 1960, muito antes das tentações de realismo dos filmes mais recentes do Cavaleiro das Trevas.
Adam West teve em "Batman" o papel da sua vida, mas esteve longe de ser o único de uma extensa carreira de sete décadas muito preenchidas tanto na televisão como no cinema.
O ator norte-americano, nascido em Washington em 1928, morreu esta sexta-feira aos 88 anos, vítima de leucemia, anunciou um representante.
"O nosso pai sempre se viu como O Cavaleiro da Luz e procurou ter um impacto positivo nas vidas dos seus fãs. Foi e sempre será o nosso herói", disse a família num comunicado.
Entre 1966 e 1968, West tornou-se mundialmente conhecido ao encarnar o protagonista da adaptação do vigilante da DC Comics. "Batman" contou com três temporadas e inspirou um filme homónimo e uma curta metragem, tendo sido para muitos espectadores o primeiro contacto com o alter ego de Bruce Wayne.
A milhas do tom negro de outras adaptações de super-heróis, sobretudo as mais recentes, a produção da ABC foi sendo (re)descoberta por gerações posteriores, tornando-se alvo de um considerável culto pelo lado despretensioso e kitsch.
Para os espectadores mais novos, o nome de Adam West será mais familiar pela participação em "Family Guy", série na qual deu voz ao Mayor Adam West durante vários anos. Em 2016, a sitcom "A Teoria do Big Bang" convidou-o para um episódio especial que comemorou os 50 anos de "Batman".
O antes e o depois de "Batman"
West iniciou o seu percurso televisivo no programa infantil "El Kini Popo Show", no qual chegou a ser protagonista. Estreou-se no cinema ao lado de Paul Newman, com "The Young Philadelphians" (1959), numa fase da carreira em que também participou em vários westerns no pequeno ecrã.
Seguiram-se pequenas colaborações em séries criminais e sitcoms, filmes de guerra e comédias, mas o ponto de viragem seria mesmo "Batman" - para o melhor e para o pior, uma vez que apesar da popularidade West nunca conseguiu afastar-se da personagem.
Depois desse pico de carreira, o ator contou com papéis mais discretos, mas manteve-se sempre ocupado no cinema ou na televisão, em séries como "Maverick", "Bonanza" e dezenas de outras.
Nos anos 1970, voltou ao Cavaleiro das Trevas dando-lhe voz na série de animação "The New Adventures of Batman", retomando a ligação em "The Batman/Tarzan Adventure Hour" ou "Super Friends: The Legendary Super Powers Show", esta nos anos 1980.
Já em 1992, colaborou num episódio da muito elogiada "Batman: The Animated Series", mas aí dando voz a um ator no desemprego depois de ter interpretado um super-herói numa série muito popular (22 anos antes de Michael Keaton lhe seguir os passos em "Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)").
Muito do trabalho mais recente de West tinha sido feito noutras séries de animação. "Os Simpsons", "Futurama", "Johnny Bravo" ou "Kim Possible" foram apenas algumas das que contaram com a sua voz.
Mais de 30 anos depois de "Batman", o ator regressou a esse universo, então ao lado de Burt Ward (que encarnava Robin) e de outros nomes do elenco original no telefilme "Return to the Batcave: The Misadventures of Adam and Burt", de 2003. Só que dessa vez os atores faziam deles próprios, já em tom paródico, longe da ingenuidade de outros tempos mas à qual o nome de West se manteve sempre associado.

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