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Morreu Sir Roger Moore, o primeiro 007 a deixar-nos

O ator inglês morreu aos 89 anos na Suíça.

Roger Moore morreu esta terça-feira na Suíça, após "uma curta mas corajosa luta contra o cancro", anunciaram os seus filhos. Tinha 89 anos.

"É com o coração pesado que anunciamos a morte do nosso querido pai, Roger Moore, depois de uma curta mas corajosa batalha contra o cancro. O amor com que ele nos rodeou nos seus últimos dias foi tão grande que não pode ser quantificado em palavras", pode ler-se no comunicado divulgado pela família.
"Sei que o nosso próprio amor e admiração vai ser ampliado muitas vezes por todo o mundo por pessoas que o conhecem pelos seus filmes, pelo seu trabalho na televisão e pelo seu trabalho na UNICEF, que é uma das suas grandes conquistas", acrescenta o texto divulgado pelos filhos.
O texto refere ainda que Moore continuou a receber carinho do público até à sua última interpretação nos palcos londrinos do Royal Festival Hall.
Os filhos deixam ainda uma mensagem de despedida ao pai: "Obrigada pai, por seres tu próprio e por seres tão especial para tantas pessoas".
Um gigante do cinema
Nascido a 14 de outubro de 1927, popularizou-se primeira na televisão com a série "Ivanhoe" nos anos 50 e depois com "Os Persuasores", mas tornou-se uma grande estrela com o papel de Simon Templar, o delicado criminoso da série televisiva “O Santo”, que protagonizou entre 1962 e 1968.
Esse papel foi a sua grande "audição" para outro, já no cinema, com o qual será sempre identificado por outra geração: o do terceiro James Bond.
Foi ele que substituiu definitivamente Sean Connery a partir de 1973 com "007 - Vive e Deixa Morrer".
Esse filme, de transição, ainda era próximo dos que fizeram a popularidade de Connery, mas a partir de "007  e o Homem da Pistola Dourada" notam-se as mudanças: menos cinismo e mais humor. E uma violência a resvalar para a paródia.
Foi para todos o protótipo perfeito do “gentleman” britânico, que nunca perde a compostura nas mas inconvenientes situações, nunca desalinha um fio de cabelo nas mais desvairadas cenas de ação e nunca perde o sentido de humor por mais bizarra seja a situação em que se encontre.
Londrino de classe média, Moore, nascido em 1927, estudou seis meses na Royal Academy of Art, onde foi colega de Lois Maxwell (a futura Miss Moneypenny da série de 007), mas optou por deixar os estudos e perseguir imediatamente a carreira de ator.
O aspeto de galã valeu-lhe alguns curtos no cinema e no emergente meio da televisão, conseguindo em 1954 um contrato de sete anos com MGM.
Só que a época dourada dos estúdios de Hollywood estava a terminar e ainda não foi aí que o estrelato lhe bateu à porta, apesar de papéis secundários em filmes como “A Última Vez que Vi Paris”, ao lado de Elizabeth Taylor, “Melodia Interrompida”, com Glenn Ford, e “O Ladrão do Rei”, com Ann Blyth.
As reações à morte
As redes sociais começaram a inundar-se com reações à morte do ator.

Edgar Wright foi dos primeiros a reagir. "O meu primeiro Bond e um dos primeiros atores que adorei enquanto criança", disse no Twitter.

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